GlobalCall: um chamado para inovar

Na integra

O mundo mudou completamente nos últimos meses. Para conversar sobre as ações de empresas frente a essas mudanças, a Integração promoveu, em julho, o GlobalCall. A ideia foi trazer profissionais de diferentes países para saber como eles estão inovando em um tempo de grandes desafios. Ou seja, o GlobalCall foi um chamado para inovar.

O evento, que foi online e gratuito, aconteceu em dois dias com os seguintes convidados: Wilson de Souza, gerente regional de Vendas da Knowledge Unlatched (Berlim), Flávio Reis, sócio-diretor e designer da La Gracia (Londres), Kingsley Seale, diretor de operações da BeChallenged (Sydney), e Fabio Tognetti, sócio-diretor e palestrante da Unreal — emotional training, (Milão). A mediação do GlobalCall ficou por conta de Luis Zanin, head da Conquistar, empresa do Grupo Integração, Erik Guttmann e Alan Carvalho, consultores da Integração. Veja os principais destaques:

Compartilhamento de boas práticas

Wilson de Souza está em Berlim desde março de 2019. Ainda no processo de adaptação à nova cidade, a um outro idioma e ao trabalho na Knowledge Unlatched — empresa que promove a publicação de e-books acadêmicos de acesso livre –, ele se viu diante do cenário da pandemia mundial do novo coronavírus. “Eu estava com viagem marcada para visitar universidades no Brasil e para ver minha família quando tive de cancelar. O trabalho foi deslocado para home office”, conta.

Wilson disse que houve tensão sobre como seria a produtividade ao trabalhar em casa, mas algumas medidas tomadas pela empresa ajudaram o formato a funcionar. Uma delas foi o estabelecimento de uma reunião de cerca de 15 minutos pela manhã para que todos pudessem falar sobre o que viram no dia anterior e o que tinham pela frente. “Outro ponto positivo foi que passamos a ter reuniões semanais com os colegas nos Estados Unidos. Assim, pudemos trocar ideias e ver como eles estavam implementando ações para que o trabalho desse certo”, contou.

As reuniões, de acordo com Wilson, também foram importantes para que todos pudessem compartilhar boas práticas. “Por exemplo, um colega comentou sobre como mudou uma apresentação e conseguiu abordar um cliente que ele vinha buscando há bastante tempo”, disse.

Wilson também destacou que o momento trouxe uma necessidade de adaptar produtos e pensar em mudanças de valores para conseguir ter resultados. “Não é possível passar por essa experiência que estamos vivendo sem entender que todos os setores serão impactados. Por isso, é preciso ter flexibilidade em relação ao que oferecemos”, disse.

Momento para desenvolver projetos

Também há um ano fora do Brasil, Flávio Reis contou como foi sua reação à pandemia. Ele, que segue trabalhando de Londres com sua empresa no Brasil, disse que ficou bastante assustado no início. “Quando a pandemia começou a avançar na Inglaterra, eu pensei que era realmente grave e comecei a avisar a todos no Brasil”, disse.

Ainda preocupado com o Brasil, mas com uma situação que começa a se normalizar em Londres, Flávio afirmou que vê um lado útil do período de lockdown. Isto é, ele viu o momento como um chamado para inovar. “Consegui me concentrar nos meus projetos. A área da minha empresa, que é de treinamento, foi bastante afetada, mas nós conseguimos nos aventurar e criar cursos online”, disse.

Flávio também acredita que o período de isolamento social permitiu que as pessoas se arriscassem mais. “Creio que, por estarem em casa e, dessa forma, se sentirem mais protegidas, as pessoas começaram a experimentar”, afirmou. Flávio deu um exemplo: “Um profissional de uma empresa de aviação do Brasil me perguntou, durante um treinamento, o que eu achava de usar o TikTok para uma apresentação que ele iria fazer. Eu achei a ideia ótima e disse que ele deveria tentar”.

Na visão de Flávio, essa vontade de ousar e fazer algo diferente é o que tem feito a diferença na busca por soluções para o momento. “Quem tem pensado em soluções são as pessoas, não as empresas”, destacou.

Inovar para sobreviver

Em fevereiro, uma campanha tomou conta da Itália e do mundo ao afirmar que “Milão não para”. Essa foi a fase de negação da pandemia, lembrou Fabio Tognetti, que mora em Milão. Logo em seguida, o país entrou numa das experiências mais difíceis da Europa com o novo coronavírus. “Veio o lockdown e fechou tudo”, contou Fabio.

Sócio-diretor da Unreal — emotional training — empresa que integra a Catalyst Global, a maior rede de jogos corporativos do mundo, da qual a Conquistar é representante exclusiva no Brasil –, Fabio disse que tiveram de adiar 100% as programações de eventos. “Não sabíamos o que iria acontecer. Suspenderam todos os investimentos”, afirmou.

Fabio observou que a única saída era aproveitar as oportunidades e enxergar o isolamento social como um chamado para inovar. E isso, segundo ele, passava pelas empresas se ajudando mutuamente. “Vimos empresas grandes oferecendo uma espécie de coaching gratuito para ajudar as menores. Então, decidimos investir mais em comunicação, usando o LinkedIn, para explicar a importância do team building para treinar as pessoas”, disse. “Na crise que tivemos em 2008, as empresas investiram nas pessoas para se reerguer. Então, vimos que era hora de mostrar a importância de se investir em pessoas”, contou.

Algumas ideias surgiram na empresa de Fabio. De acordo com ele, houve uma oferta de jogos online com preços reduzidos, além de adaptarem treinamentos que eram presenciais para o formato online.

Para Fabio, o momento é de planejamento. “É como se estivéssemos na pista de corrida esperando o safety car liberar a retomada. Temos de pensar como será essa largada e ficar atentos às oportunidades. Todos largarão mais próximos, quase que nas mesmas condições”, disse ele.

Uma visão mais realista

A BeChallenged, empresa de Sydney, na Austrália, que também faz parte da Catalyst, realizava cerca de 70 eventos de team building por mês. Com a pandemia, esse número ficou abaixo de dez, de acordo com Kingsley Seale, diretor de operações da empresa. Ele contou que uma das decisões mais importantes foi a de manter todo o time, evitando demissões. “Em vez de procurar fornecedores fora, passamos a ver quem do nosso time poderia fazer os trabalhos que tínhamos de contratar”, explicou ele.

A outra decisão foi oferecer apoio para a indústria local. “Passamos a oferecer treinamentos gratuitos para manter os times motivados”, disse Kingsley.

Agora que a situação começa a melhorar no país, ele explicou que a empresa está na fase de buscar meios para continuar próxima dos clientes, além de pensar novas oportunidades. “Algo é certo: os eventos online chegaram para ficar”, disse.

Kingsley disse acreditar que os eventos presenciais sofrerão mudanças depois da pandemia. “Principalmente porque as empresas vão pensar mais em como usar o orçamento. Portanto, eventos presenciais terão de ser realmente mais efetivos para valerem a pena”, disse. “Além disso, vamos ter de pensar em formatos híbridos, capazes de conectar quem estiver na empresa e aqueles que continuarem a trabalhar em home office”, explicou.

Para que a economia australiana volte ao normal, Kingsley acredita que levará entre dois e cinco anos. “Com esse cenário, posso afirmar que estamos recomeçando. É como se fôssemos uma startup novamente. Dessa forma, estamos mais realistas, elaborando propostas menos faraônicas e buscando negócios que antes não fazíamos”, completou. Ou seja, a empresa de Kingsley entendeu que esse momento era um chamado para inovar.

As ações do Grupo Integração

Os times da Integração e da Conquistar que participaram do GlobalCall puderam fazer paralelos importantes com a realidade no Brasil. Por aqui, desde o início, a Integração adotou o home office e o foco foi a colaboração entre as equipes remotas. Em abril, foi lançado um hotsite com diversas soluções de treinamento online para os clientes. Jogos online ganharam destaque em maio e junho com a realização do Game Day.

Com o GlobalCall, Zanin confirma a visão de Kingsley: “O desafio a partir de agora é combinar soluções para trazer inovação. Ou seja, os eventos híbridos vieram para ficar. Mas, seja qual for o formato, os treinamentos terão que ser de alto impacto para engajar mais as equipes”. E conclui: “Como diz o mote do GlobalCall, vimos o momento da pandemia como um chamado para inovar. E já estamos trabalhando para fazer essa nova realidade acontecer”.

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