O online veio para ficar e a área de T&D nunca mais será a mesma

Na integra

Fernando Cardoso, sócio-diretor da Integração Escola de Negócios, revela como a empresa rapidamente transformou o portfólio de cursos presenciais em educação online para operar em um contexto de distanciamento social

Em março de 2020, o Brasil se viu seguindo uma tendência mundial: isolar-se socialmente, trabalhar de home office, usar máscaras. O motivo, claro, era a pandemia  de covid-19. Um ano depois, o coronavírus segue implacável, principalmente no país. Nesse período, entre tantas mudanças, a grande maioria das empresas migrou do modelo presencial de trabalho para a versão online. Cursos e formações também precisaram acompanhar essa transição. 

Pioneira em treinar profissionais de RH e gestores à distância, a Integração Escola de Negócios já oferecia aulas e atendimentos por meios eletrônicos desde a década de 1990. “A nossa história com o online sempre acompanhou a evolução digital”, explica Fernando Cardoso, sócio-diretor da Integração. Isso não significa, porém, que a empresa não precisou se adaptar aos novos tempos. Como, no geral, as companhias sempre preferiram treinos presenciais, apenas 20% dos cursos da Integração estavam disponíveis online. “Quando entendemos que o mundo corporativo tinha mudado de acordo com o novo cenário, agimos rapidamente e, hoje, quase 100% das nossas formações estão disponíveis para quem precisa estudar sem sair de casa”, conta Fernando.

Lá em março de 2020, quando foi decretada a quarentena nacional, a Integração estava executando cerca de 250 projetos presenciais. Todos foram imediatamente paralisados. Enquanto os governos decidiam os próximos passos na luta contra a covid-19, a empresa preventivamente já acionou um processo de ajustes do sistema para lidar com a nova realidade. 

“Nós nos reestruturamos internamente para nos adequar às mudanças de característica da educação. Para isso, fizemos grandes transições: migramos equipes presenciais para o online e promovemos o remanejamento de funções, atividades e escalas. Todo esse processo exigiu muita flexibilidade de todas e todos”, explica o sócio-diretor. O resultado: em menos de três meses, grande parte dos cursos paralisados foram retomados digitalmente, sempre respeitando as prioridades dos clientes. 

O online precisa de uma metodologia própria

A nova realidade veio acompanhada de novos hábitos também. Surgiram tendências no mercado de oferta e consumo de aprendizado à distância. Pessoas físicas passaram a buscar processos de capacitação online com mais frequência. Quando isso começou a acontecer, a equipe já estava mais madura para operar em um contexto de distanciamento social e atender todas as atribuições de forma ainda mais competente.

Com o tempo, o mercado também amadureceu, passando a entender melhor os benefícios da formação online. “Como temos muito conhecimento nessa área, ajudamos as empresas a entrar no universo da educação digital. Nós desenhamos os projetos para elas com uma metodologia adequada para o online”, explica Fernando.

Hoje, o que vemos é que o modelo digital passou a ser hipervalorizado. Antes da pandemia, os cursos à distância eram considerados de menor relevância nas empresas. Agora, esse modelo de formação ganhou mais espaço.

O que é melhor: curso online ou presencial?

Para o sócio-diretor da Integração, o modelo presencial exige um recurso limitado: a necessidade de reunir uma equipe e os alunos em um mesmo lugar. Não é simples organizar essa logística. Por outro lado, reconhece, é uma delícia poder sentar em uma cadeira de sala de aula para absorver conhecimento. Além disso, trata-se de uma metodologia com a qual todos estão habituados. Isso facilita a aprendizagem.

“Já o treinamento à distância depende de uma postura mais ativa do aluno. Algo que os participantes dos cursos online ainda estão aprendendo a ter, pois não cresceram nessa cultura. Inclusive, alguns nem querem ligar a câmera. Então, nós incrementamos nossa metodologia, deixando-a mais elaborada para incentivar um comportamento mais ativo dos alunos, com foco no engajamento”, diz Cardoso. 

Mas, enfim, dá para eleger um modelo como melhor? “O mais importante sempre é atender às necessidades do cliente. Os dois modelos, presencial e online, são excelentes soluções. Mas melhor ainda é fazer uma mescla dos recursos oferecidos por cada um deles”, finaliza.

O online veio para ficar

Para a Integração, a adaptação ao novo cenário mostrou que nada é impossível de ser realizado de forma online. A empresa ainda acredita que, com o tempo, o ensino digital ganhará, de forma natural, a mesma importância da educação presencial.

O ensino online vai se perpetuar. Não dá para voltar atrás. Especula-se muito sobre o que acontecerá em nossa área depois da pandemia. Acreditamos que nada será como antes, mas isso não significa o fim dos cursos presenciais. Porém, o online manterá o valor conquistado”, confia Cardoso. 

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