Como otimizar o processo de decisão para uma liderança de sucesso

Artigo escrito por Fernando Cardoso, sócio-diretor da Integração Escola de Negócios e Conquistar, ex-conselheiro do CRA-SP, autor e palestrante com mais de 15 anos de experiência em estudos de personalidade, autoconhecimento e liderança.

Caminhamos em uma linha evolutiva impressionante. Como diz Peter Diamandis em seu livro “Abundância”, vivemos em uma maravilhosa era de recursos abundantes. Essa trajetória, no entanto, não foi algo fácil – e segue sendo cada vez mais desafiadora. A régua não para de subir e os padrões se mantêm cada vez mais elevados.

O que mudou no mercado de trabalho apenas na última década? Algumas empresas estão crescendo exponencialmente, outras encerrando suas atividades, vemos o surgimento de serviços, assim como novas tecnologias e possibilidades, até os padrões de se vestir estão diferentes, isso citando só alguns exemplos.

Você consegue imaginar um mundo sem computadores, celulares ou Wi-Fi. Difícil, não? Pois assim era a infância deste que vos escreve. Isso não faz nem 40 anos (a internet, por exemplo, foi oficialmente ”inventada” em 1983).

 

Líder: um atleta do mundo executivo

Repare no futebol. Antigamente questões como sobrepeso, pouca massa muscular, alimentação errada ou mesmo o uso do tabaco eram irrelevantes. Fiava-se no “talento”, no dom daquele que “nasceu para jogar bola”. 

Hoje o “joga bonito” sozinho não ganha título. O atleta precisa trabalhar próximo ao limite do seu corpo e utilizar todo conhecimento e tecnologia disponíveis para potencializar o seu desempenho. Dieta adequada, suplementos, fortalecimento muscular, treinos táticos e técnicos, sem contar o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo médicos, fisioterapeutas e psicólogos.

O mesmo acontece no mundo executivo e na liderança.

Há algumas décadas, eram aceitáveis frases como “só preciso um par de mãos” ou “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A área de Recursos Humanos já foi um dia apenas  “departamento pessoal”.

Hoje trabalhamos com conceitos como colaboração, diversidade, humanização, autonomia, construção participativa. “O computador é uma bicicleta para o nosso cérebro”, já dizia Steve Jobs. Ou seja, da mesma forma que nossas capacidades físicas e mentais se multiplicam, atividades que pouco exigem do cérebro gradativamente passam a ser executadas robôs, computadores e inteligência artificial. 

A expectativa é que até 2025, mais de 85 milhões de empregos no mundo sejam substituídos por automação e no mesmo período outros 97 milhões de empregos mais complexos serão criados, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial de 2020.

 

Nunca se exigiu tanto dos líderes – e do cérebro

Neste universo automatizado, competências como pensamento analítico, inovação, criatividade, liderança, influência, pensamento estratégico, inteligência emocional e habilidade de resolução de problemas complexos passam a valer ouro, e são chamadas de competências do futuro.

Nunca se exigiu tanto da liderança como hoje. Para a construção de relações, alinhamento dos times, lidar com incertezas, busca por propósito, criação de equipes automotivadas, com alto desempenho e inovadoras, além da manutenção de questões como segurança psicológica, felicidade no trabalho, diversidade e, claro, entrega de resultados. 

Com isso, também nunca se exigiu tanto do cérebro humano.

Neste cenário, o líder que busca atingir um desempenho excelente, equilíbrio na vida ou mesmo evoluir como ser humano, em uma cultura que tanto exige de nossas habilidades comportamentais, precisa necessariamente entender como o cérebro funciona.

 

A relação entre a neurociência e uma liderança de sucesso

O cérebro é indiscutivelmente o órgão mais faminto do corpo, consumindo cerca de 20% de sua energia por dia (o coração consome 10%).

Uma de suas partes mais importantes, representando aproximadamente metade do volume do cérebro, é a região chamada de neocórtex. O neocórtex é responsável, entre outras coisas, por nossa capacidade de visão de futuro, planejamento e por nosso pensamento consciente. Ou seja, uma parte bastante ativa no dia a dia de um líder, com um importante papel no processo de tomada de decisões de forma prática e estratégica.

A questão é que quase 95% dos nossos comportamentos não são determinados por nosso consciente, mas sim pelo nosso inconsciente (Bargh & Chartrand, 1999). Ou seja, pelas emoções e sentimentos. O pensamento consciente fica, assim, com apenas 5% de influência em nossas tomadas de decisão. 

Se o líder e todos que o rodeiam são regidos em quase 95% por seu inconsciente, por suas emoções e sentimentos, como construir a partir daí relações mais frutíferas, obter melhores resultados do meio e se desenvolver?

A resposta passa pela neurociência e por ampliarmos nosso entendimento sobre o ser humano e sobre como navegar nas questões de relacionamento e comportamento com outras pessoas e com nós mesmos.

É preciso ter em mente que o cérebro é uma “máquina” maravilhosa, que representa uma das evoluções mais potentes da natureza e que possibilitou ao ser humano atingir o topo da cadeia alimentar. Porém, essa “máquina” também possui certas limitações e é cheia de vieses. Por isso é tão importante para uma liderança de sucesso entender um pouco melhor como o cérebro funciona.

 

O papel do consciente e do inconsciente

Como expliquei acima, nosso sistema mental funciona a partir da ação de nosso inconsciente e consciente. O primeiro nos motiva, dirige e determina o que é importante para nós, reagindo a diversas situações. O segundo, representado pelo neocórtex, tenta prever a consequência de nossas ações, identificando situações semelhantes às já vividas, e procurando obter melhores resultados de nossas atuações no meio. 

Liderança é uma atividade prioritariamente social, que exige saber se relacionar com o outro, obter o melhor das relações e da cooperação. Mas como exercer tal atribuição sendo regido por um cérebro baseado em reconhecimentos de padrões e dominado pelas emoções inconscientes? Tão cheio de preconceitos e vieses, tanto em você líder, quanto nos indivíduos da sua equipe? 

Uma excelente forma de ilustrar este cenário é com um dito popular: “não existe uma verdade e sim três, a sua versão, a minha e o fato”. Pois nossa “verdade” nada mais é do que nosso olhar, referências, padrões e pontos de vista, influenciados por nossos desejos mais profundos. Grande parte deles, inclusive, desconhecidos por nós mesmos.

Como eliminar tantos vieses, agir de forma justa e encontrar o equilíbrio nas relações? 

A resposta simples e objetiva é o autoconhecimento. Precisamos ter consciência do mundo à nossa volta, das consequências de nossos atos, comportamentos e decisões. O problema? Fica difícil estar ciente de tudo ao redor quando o inconsciente trabalha mais rápido e decide tudo por nós (Raymond Kurzweil, 2012).

 

Racionalidade acima de tudo?

Como seria um gestor desprovido de suas emoções, sutilezas, sensibilidade e intuição? Certamente não um bom líder.

Estudos feitos com pessoas que tiveram danos cerebrais e que ficaram desprovidas de emotividade mostram que a ausência de emoções tem um efeito negativo na vida cotidiana. Em muitas o que se viu foi uma incapacidade de tomada de decisão, ausência de empatia, pouca capacidade criativa, dificuldade de manter relações, de articular soluções, de motivar, engajar e de lidar com a subjetividade, capacidades tão atuais e necessárias na liderança hoje. 

O mesmo efeito negativo podemos ver no extremo oposto. Imagine uma pessoa inundada de emoções, sem a capacidade racional de planejar, pensar no futuro, prever situações e consequências, aprender e não repetir alguns erros, ponderar e se conter. Fica igualmente difícil liderar sem tais habilidades, não?

A resposta para uma liderança de sucesso, então, é o equilíbrio. Ou seja, é confiar em nosso sistema mental da forma como é, com o consciente e o inconsciente se complementando de forma perfeita – como tudo na natureza. 

 

Como encontrar o equilíbrio para uma liderança de sucesso

Esse importante processo de autoconhecimento pelo qual todo líder deve passar gira em torno de entender que temos dois sistemas trabalhando conjunta e simultaneamente. 

O inconsciente nos rege, influencia fortemente nossas decisões e em alguns momentos nos domina 100%. É a tal da “resposta rápida”, segundo algumas literaturas. Só que essa “resposta rápida” às vezes é demasiadamente pautada por nossas emoções, sendo baseada em dados incompletos ou imprecisos. Isso pode conduzir o líder a atitudes como decisões erradas, leitura equivocada de tendências, procrastinação e falta de habilidade de relacionamento. Como resultado, pode haver uma desunião ou desmotivação do time. 

O processo de autoconhecimento sob a perspectiva da neurociência é entender que precisamos elevar o protagonismo do consciente, sem dúvidas. Mas não torná-lo senhor dos nossos atos.

A intenção é que, sabendo do poder que o inconsciente exerce sobre o ser humano, você possa então trabalhar certas respostas para ter atitudes mais equilibradas. Isso envolve a ponderação, a reflexão, ganhar tempo em algumas decisões e conter alguns impulsos. Além disso, deve se questionar sobre seus vieses inconscientes e preconceitos, buscando neutralizá-los em alguma medida.

Não se trata de mudar nossa personalidade, nossa natureza. Até porque a essência de cada indivíduo é algo belo e único. O que podemos fazer é aprender, entender por que o mundo reage a nós da forma que reage, que tipo de “frutos” temos colhido e como influenciar nós mesmos e o meio em que vivemos para obter melhores resultados. Esse é o papel do nosso neocórtex, ou seja, do consciente. Afinal, é o nosso pensamento racional que busca resultados melhores da vida, nos permitindo aprender com os erros. 

Para isso, inúmeras técnicas e ferramentas estão ao nosso alcance. Estar atento, presente e concentrado é uma delas. Conhecer a si próprio, incluindo seus vieses e preconceitos, é outra. 

 

Identifique diferenças e complementaridades

Uma das ferramentas mais importantes para uma liderança de sucesso é a de saber reconhecer as diferenças entre as pessoas. Acredite ou não, perceber e ter claro que os indivíduos são genuinamente diferentes não é algo intuitivo. Assim, essa é uma tarefa ligada ao nosso consciente. E é um entendimento que amplia profundamente nossos horizontes. 

Um líder que percebe as diferenças pode tratar cada um de forma mais adequada, desafiando cada membro da equipe de maneira mais coerente com sua natureza. Mais importante, é capaz de descobrir as complementaridades existentes no time – incluindo aquelas em relação ao próprio gestor.

Como você lida com quem é diferente de você? Você rejeita ou aceita, valoriza ou despreza, admira ou inveja, busca o diálogo ou se afasta?

Ter consciência destas diferenças pode ser libertador. É uma atitude que nos traz sabedoria, e, além das possibilidades já descritas, um modo de obter o melhor de cada um. Além disso, nos permite um desenvolvimento pessoal e profissional riquíssimo. Afinal, reconhecendo as diferenças, podemos aprender com elas. 

Dessa forma, identifique as pessoas opostas a você, observe suas qualidades, busque conselhos, convide-as para serem suas mentoras (e vice versa). Ademais, procure discutir as diferenças, negociando estratégias de relacionamento e complementaridade. 

Muito provavelmente também verá nessas pessoas características que despreza. Para uma liderança de sucesso, a dica então é ser tolerante pois juntos dos “defeitos” estão as qualidades, as quais podem passar despercebidas caso não esteja atento.

Na verdade, essa troca é a complementaridade perfeita: você apoia e ensina as pessoas opostas a você no que lhes falta e vice-versa.

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O que é liderança autocrática e suas vantagens e desvantagens

A palavra “autocrática” tem origem grega. Ela une o “auto”, que significa eu, e “kratos”, que significa poder. Na política, podemos definir a autocracia como um sistema de governo em que o poder absoluto sobre um Estado está concentrado nas mãos de uma pessoa, cujas decisões não estão sujeitas a restrições legais externas nem a mecanismos regularizados de controle popular.

Embora uma liderança autocrática no universo corporativo não chegue a tanto, trata-se de uma gestão na qual uma única pessoa é responsável por tomar todas as decisões.

Neste artigo, explicamos o que é uma liderança autocrática, quais são suas vantagens e desvantagens e também como um líder autocrático pode tornar sua liderança mais eficaz (spoiler: tem a ver com ele ser menos autoritário).

 

O que é Liderança Autocrática?

A liderança autocrática baseia-se essencialmente nos seguintes pontos:

  • A autoridade é centralizada, e as decisões são tomadas sem coparticipação da equipe (essencialmente o oposto da liderança democrática)
  • Liderados são motivados pelo medo, ameaças e punições
  • Um líder com uma postura segura, que emana força

Embora as definições acima possam passar a ideia de um profissional rude e cruel, um líder autocrático não é necessariamente um vilão de novela. Em muitos casos, trata-se de uma pessoa que é simplesmente assertiva, não aceita não como resposta e espera obediência – mas sem ser um monstro.

A liderança autocrática em geral começa com a obediência através do medo, que mais tarde pode se transformar em uma confiança real no líder. Isso só acontece, no entanto, nos casos em que o líder honra sua palavra e credita o sucesso da organização às suas decisões estratégicas. 

Depois de um tempo “mostrando resultado”, pode ser que os liderados comecem a seguir ordens não mais por causa do medo e sim porque realmente confiam nas escolhas do líder. Neste cenário, o poder autocrático pode continuar a crescer.

Nos casos em que não há confiança, apenas o medo, o sucesso da liderança autocrática é mais raro. Pois em pouco tempo os liderados se recusam a obedecer, passam a desafiar orientações e até mesmo descartam o líder de alguma forma.

Porque apenas o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, como já sabemos, não funciona. Pelo menos não nos dias de hoje.

 

Quais as vantagens da liderança autocrática?

Embora elas não compensem as desvantagens prejudiciais do estilo, a liderança autocrática tem algumas vantagens. São elas:

 

1. Tomada de decisão mais rápida

Esse estilo de liderança permite a rápida tomada de decisões, que é um dos benefícios mais significativos da liderança autocrática. A tomada de decisão mais rápida é a chave para atingir as metas organizacionais. Isso acontece porque somente o líder avalia prós e contras e toma as decisões sem consultar os membros do time. Embora menos camadas de diálogo e ausência de feedback para analisar facilitam uma rápida tomada de decisão, elas também inviabilizam que novas, diversas e talvez mais eficientes ideias surjam para lidar com certo problema ou situação.

 

2. Comunicação sem ruídos

A comunicação é o processo sistemático de passar informações de uma pessoa para outra. Às vezes, a instrução original pode se perder dentro de canais de comunicação complexos e múltiplos. A liderança autocrática sempre incentiva a comunicação de mão única para eliminar esse problema. Basicamente, o gestor “manda” e a equipe segue suas diretrizes. 

 

3. Metas alcançadas

Tomada de decisão mais rápida e compartilhamento rápido de informações podem ajudar a aumentar a produtividade da equipe – no que diz respeito ao cumprimento de uma função. Como na liderança autocrática cada um sabe o que deve fazer e para quando (e ai de quem não cumprir seu papel), as metas estipuladas pelo líder costumam ser atingidas. O que não acontece com frequência é a inovação, com consequente melhorias de processos e ganho financeiro para a empresa, já que só o líder tem voz na parte estratégica.

 

4. Equipes inexperientes

A equipe está repleta de colaboradores inexperientes? Se sim, então uma das maneiras de gerenciar esses times é por meio da liderança autocrática. É uma das melhores vantagens da liderança autocrática. Funcionários inexperientes precisam de um layout detalhado e instruções para concluir as tarefas – características pelas quais um líder autocrático é conhecido. Os funcionários, por sua vez, aprendem disciplina e consistência com seu líder.

 

5 desvantagens da liderança autocrática

As desvantagens da liderança autocrática ofuscam as vantagens, o que é uma razão adicional para evitar o uso da liderança autocrática, a menos que seja completamente necessário. As desvantagens da liderança autocrática são:

 

1. Microgerenciamento

Porque é a reputação do líder em jogo, e não a do funcionário que está fazendo o trabalho, na liderança autocrática os gestores tendem a supervisionar cada pequeno detalhe da execução de uma demanda. Muitos líderes autocráticos, inclusive, se transformam em microgerentes severos. Esse comportamento só dificulta o trabalho dos colaboradores, constantemente forçados a relatar o que estão fazendo – e muitas vezes refazer tarefas. Neste cenário, os níveis de produtividade tendem a diminuir ao longo do tempo, em vez de aumentar.

 

2. Funcionários desmotivados

Uma das maiores desvantagens de exercer a liderança autocrática é que ela frequentemente resulta em funcionários desmotivados. No Brasil, a falta de reconhecimento é o principal motivo que leva profissionais da geração X a pedir demissão, segundo estudo da Pulses. Líderes autocráticos costumam não se preocupar com feedback (especialmente positivos), programas de treinamento e desenvolvimento, premiações ou mesmo crédito à equipe. Muitos, inclusive, creditam a si o sucesso de um projeto, o que desmotiva ainda mais o time.

 

3. Ressentimento da equipe

Funcionários que desejam alguma autonomia e poder de tomada de decisão na equipe certamente não apreciam a liderança autocrática. O maior problema é que ninguém fala sobre inovação e ideias “fora da caixa” neste estilo de liderança. Este ambiente de trabalho pode deixar os funcionários se sentindo silenciados, irrelevantes e mal aproveitados. O resultado é uma equipe extremamente infeliz.

 

4. Dependência

Na liderança autocrática os funcionários dependem do líder para tudo. Isso elimina a possibilidade de inovação e desenvolvimento de autonomia, além de tornar os liderados profissionais menos confiantes e com poder de tomada de decisão e pensamento estratégico limitados. Ou seja, não há a construção de novos líderes ou líderes para o futuro.

 

5. Falta de confiança

O líder não confia nos membros da equipe e isso prejudica o engajamento, a identidade da equipe, o senso de responsabilidade de cada um e muitas outras coisas. A falta de confiança pode transformar as pessoas em constantes “vigias” de irregularidades (inclusive uns dos outros) e, a longo prazo, criar um ambiente tóxico de trabalho.

 

Como os líderes autocráticos podem ser mais eficazes?

Líderes autocráticos podem ser eficazes se prestarem atenção a algumas características-chave que compõem um local de trabalho saudável. Aqui estão alguns conselhos relativamente simples sobre como exercer uma liderança autocrática mais eficaz.

 

Saiba ouvir outras opiniões

Os funcionários querem sentir que suas opiniões são valorizadas. E a verdade é que bons líderes sabem encontrar algumas pepitas de sabedoria no que eles dizem. Um líder autocrático pode não agir de acordo com a sugestão, mas é importante pelo menos ouvir e estar aberto aos elementos que podem ser úteis para tornar a organização mais eficaz. Isso pode ser facilmente alcançado usando um estilo democrático/participativo ou um estilo de liderança situacional, por exemplo.

 

Dê aos funcionários o treinamento e os recursos de que precisam

Atender às demandas de uma liderança autocrática é muitas vezes difícil. Junte isso com treinamento e recursos inadequados e a conclusão dessas tarefas se torna impossível. O líder acabará com funcionários altamente frustrados e a organização terá menos probabilidade de ter sucesso. Assim, atente-se a desenvolver um plano de treinamento e desenvolvimento para a equipe, baseado nas necessidades individuais de cada colaborador e demandas da área e da empresa.

 

Elogie e recompense a equipe

Diversos estudos relacionam a prática do elogio com o aumento da produtividade no trabalho. Afinal, quem não gosta de ser reconhecido por seu desempenho? Recompensar e elogiar os funcionários com base em critérios definidos têm o potencial de aumentar o moral da equipe e criar funcionários mais leais. 

 

Evite o microgerenciamento

A confiança na equipe é uma parte importante da liderança – e frequentemente um ponto delicado na liderança autocrática. Assim, um líder autocrático deve aprender a confiar nos profissionais ao seu redor. Dos membros da sua equipe àqueles indicados para liderar diferentes setores na empresa. 

As vantagens e desvantagens da liderança autocrática mostram que ela pode ser eficaz quando uma organização exige decisões rápidas e precisas de um líder experiente. É uma maneira fácil de eliminar a burocracia administrativa para garantir uma melhor comunicação com todos os funcionários. Com o tempo, no entanto, esse estilo de liderança cria desconfiança no local de trabalho. Os colaboradores tornam-se dependentes de outra pessoa para tomar decisões. Isso reduz a produtividade e, eventualmente, leva ao declínio da motivação e, em casos mais graves, a um ambiente tóxico de trabalho.

Em resumo? O ideal seria que líderes autocráticos abandonassem esse estilo de liderança, buscando por outros que igualmente se encaixassem com sua personalidade, mas fossem infinitamente mais eficazes. Em nosso curso PDL – PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE LÍDERES trazemos um módulo justamente sobre estilos de liderança e como descobrir o seu, além de todas as ferramentas necessárias para se tornar um bom líder.

Como motivar equipes em home office: 5 jogos fáceis e rápidos

Motivar equipes em home office segue sendo um desafio para líderes e também empresas. Muitas, inclusive, cada vez mais buscam treinamentos específicos para que lideranças aprendam novas técnicas e ferramentas para inspirar e engajar uma equipe remota.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre o que é motivação e o papel do líder na motivação da equipe. E, depois, traremos cinco jogos fáceis e rápidos para engajar e inspirar times que atuam de forma remota. São jogos que trabalham, entre outras habilidades, soft skills como comunicação, gerenciamento de tempo, pensamento estratégico e empatia. Além disso, contribuem para que os membros da equipe se conheçam melhor e se conectem mais, o que resulta em maior engajamento, afinal, em um time conectado um ajuda o outro. Ainda, há o lado da diversão, que é importantíssimo, afinal, uma equipe que dá risada junto, também tende a resolver desafios juntos, comemorando depois das conquistas alcançadas. E os jogos potencializam justamente esse tipo de experiência e conexão. 

 

O que é motivação?

A motivação é o processo que inicia, orienta e mantém comportamentos focados em alcançar certos objetivos. É o que faz você agir, seja para pegar um copo de água e matar sua sede, seja para ler um livro para adquirir novos conhecimentos.

A motivação envolve forças biológicas, emocionais, sociais e cognitivas que “ativam” determinado comportamento. Ou seja, é a força motriz por trás das ações humanas. Mas ela não apenas inicia uma ação. Além disso, a motivação é o que direciona e mantém essas ações focadas em objetivos específicos

Há muitos usos diferentes para a motivação, que serve como uma força orientadora para todo o comportamento humano. Por isso, entender como ela funciona e os fatores que podem afetá-la é tão importante, especialmente para pessoas em posição de liderança.

Entender como a motivação funciona pode:

  • Ajudar a melhorar a eficiência das pessoas à medida que elas trabalham em direção a metas
  • Ajudar as pessoas a agir
  • Incentivar as pessoas a se envolverem em comportamentos orientados para uma vida melhor, mais produtiva e saudável
  • Ajudar as pessoas a evitar comportamentos prejudiciais ou perigosos
  • Ajudar as pessoas a se sentirem mais no controle de suas vidas
  • Melhorar o bem-estar geral e a sensação de felicidade

 

Qual o papel do líder na motivação da equipe?

Líderes motivacionais elevam a empresa e os funcionários a novos patamares de sucesso. Eles veem o “quadro geral”, tomam decisões, estabelecem metas e inspiram outras pessoas. 

Quando falamos em líderes motivacionais, claro, precisamos falar sobre a chamada liderança motivacional, que é definida pela positividade e visão. Os líderes motivacionais tomam decisões, estabelecem metas claras e fornecem às suas equipes o empoderamento e as ferramentas que precisam para alcançar o sucesso. São gestores que evocam e veem o melhor em seus colaboradores, inspirando-os a trabalhar em direção a um objetivo comum.

Líderes motivacionais são definidos por certas qualidades que orientam a maneira como eles lideram:

  • Inspira as pessoas ao seu redor
  • Reconhece o sucesso dos outros
  • Demonstra integridade
  • Comunica de forma eficaz 
  • Compartilha sua visão

E, vale dizer: embora algumas pessoas já nasçam com certos talentos comuns a grandes líderes, a maioria dos profissionais aprende, com cursos, experiências e dedicação, todas essas habilidades que caracterizam bons líderes motivacionais. 

 

5 jogos fáceis e rápidos para motivar equipes

As estações de trabalho, como o nome indica, são destinadas ao trabalho. Mas, como já sabemos, equipes pressionadas e sem momentos de descontração (e descompressão!) não garantem o melhor resultado. Daí a necessidade de integrar o trabalho e o lazer. 

Ao manter uma atmosfera de trabalho divertida e um ambiente de apoio, você pode ajudar sua equipe a reduzir o estresse, aumentando assim a produtividade. Você também pode criar um ambiente mais colaborativo onde o colaborador goste de trabalhar em equipe, com as pessoas se conhecendo também fora do trabalho. É evidente que não se deve perder o foco no negócio, mas incluir jogos como parte da estratégia de crescimento da empresa, hoje, tornou-se fundamental.

Existem diferentes jogos corporativos usados para motivar equipes. Aqui, selecionamos alguns focados especificamente em motivar equipes em home office, sendo que os dois últimos são experiências exclusivas da Conquistar!

 

1 – Fale Sem Falar

O Fale Sem Falar é um jogo de equipe que desenvolve a comunicação e, o mais importante, a escuta. É divertido, simples e eficaz.

Um jogador recebe uma palavra ou foto e deve, sem dizer o que é, fazer com que os membros da equipe adivinhem o conteúdo da imagem. As palavras a serem utilizadas devem ser aquelas que não tenham relação direta com a imagem em questão.

Uma outra possibilidade para este jogo é permitir que a pessoa com a imagem possa responder apenas sim ou não para as perguntas dos outros membros da equipe. 

O jogo é melhor jogado uma dupla por vez, assim trabalha-se a comunicação direta entre os membros da equipe. Mas, pode também contar com todos na equipe tentando adivinhar enquanto uma pessoa explica – ou responde sim ou não. Neste caso, sugere-se definir uma ordem para cada pessoa perguntar ou tentar adivinhar. 

 

2 – E a pergunta é…

É muito comum que membros de equipes em home office não se conheçam tão bem. Assim, uma abordagem divertida para familiarizar os funcionários por meio do jogo é tê-los respondendo perguntas pessoais, mas de um jeito diferente e divertido. O objetivo é saber mais sobre outros membros da equipe de maneira interativa e sem estresse.

Antes do jogo, o gestor deve primeiro pedir para que cada membro da equipe envie a ele uma pergunta (explicando o motivo, claro). Certifique-se de esclarecer que deve ser uma pergunta que gostaria de fazer a alguém da equipe ou mesmo responder para os colegas. Nada invasivo, mas que permita conhecer melhor o time. 

O gestor, ou organizador do jogo, deve escrever cada pergunta em um papel, dobrar o papel e colocá-lo em uma caixinha. Deve fazer o mesmo com o nome de cada membro da equipe, colocando estes em uma caixinha separada.

Na sala de reunião online, peça câmeras abertas e sorteie primeiro uma pessoa e depois uma pergunta. Crie um ambiente divertido e relaxado, para que todos se sintam confortáveis respondendo cada pergunta. 

No caso de uma equipe pequena, você pode permitir que cada pessoa responda a todas as perguntas.

Essa pode ser também uma atividade para fazer antes de reuniões semanais de equipe, sendo que a cada reunião uma pessoa é sorteada, até todas terem respondido perguntas. Uma espécie de quebra-gelo.

 

3 – A Foto Entrega

Este jogo tem o objetivo de estreitar laços entre os membros da equipe. Ele trabalha também capacidade de observação, empatia, escuta ativa e colaboração

Cada membro da equipe envia ao gestor ou organizador do jogo uma foto sua de quando era bebê. O jogo consiste em os colegas adivinharem quem é a criança da foto.

A pessoa que está na foto então conta a história dessa foto ou uma história que deseja compartilhar sobre a sua infância. A partir daí separa-se alguns minutos para que todos possam comentar e dialogar de alguma forma com a história (quem quiser e se sentir à vontade). 

Pode ser também uma atividade para um happy hour online, em um momento mais descontraído, mas que é importante para entrosamento do time.

 

4 – Break Out Bingo

Depois de baixar um aplicativo próprio da Conquistar, os participantes entram no jogo por meio de uma plataforma de videoconferência. Um anfitrião encontra os jogadores e os divide em pequenos grupos de discussão. No aplicativo há diversas curiosidades, e o desafio dos participantes é encontrar qual pessoa “se encaixa” em cada curiosidade, tirando fotos delas por meio do app para que a imagem fique registrada.

Nomes (respostas) são inseridos no aplicativo interativo. Qualquer jogador pode pontuar em qualquer questão mantendo uma atmosfera competitiva, mas inclusiva. Novas rodadas começam até que todas as curiosidades sejam encontradas, ou a maior parte delas, até que todos encontrem tudo, até que apenas uma pessoa encontre tudo ou por um tempo pré-determinado. O objetivo é que por meio das curiosidades e histórias as pessoas se conectem de forma mais humanizada, conferindo aos cargos e e-mails um lado mais humano, com rosto e, mais importante, histórias próprias.

Um time produtivo e altamente conectado é um ativo incrível para qualquer organização. O Breakout Bingo incentiva as pessoas a se conhecerem em um nível pessoal, mesmo trabalhando de forma remota. Além disso, trabalha habilidades como comunicação, empatia, agilidade e pensamento rápido.

 

5 – Knowing Me Knowing You

Knowing Me Knowing You é uma atividade para acelerar a criação de redes e relacionamentos em uma equipe remota, mas de um jeito leve e divertido. Ele ajuda na construção de um terreno comum entre os indivíduos, facilitando o caminho do compartilhamento de informações e melhores práticas que inevitavelmente levarão a melhores resultados financeiros.

A atividade começa com um exercício de aquecimento para colocar os participantes em seu primeiro desafio: reunir o máximo possível de pontos em comum com os outros jogadores, tanto na vida profissional como na pessoal. 

São três rodadas no total. Entre cada rodada, os indivíduos retornam à sala principal para uma rápida sessão de recuperação liderada por um anfitrião da Conquistar, que permite que as conexões especiais sejam compartilhadas com o grupo maior. Os participantes são então enviados para a segunda rodada com um conjunto diferente de jogadores, permitindo que todos conheçam melhor mais pessoas do grupo.

Os indivíduos voltam a fazer conexões trabalhando para o grupo até o apito final. Após o evento, o gestor recebe um detalhamento dos pontos em comum encontrados, que podem ser compartilhados com a equipe.

Com foco na diversidade e inclusão, Knowing Me Knowing You celebra as diferenças enquanto chama a atenção dos participantes para valores comuns. Os participantes bem-sucedidos usam a escuta ativa para descobrir semelhanças entre eles e os outros. Eles também empregam uma comunicação online concisa para transmitir sua mensagem com clareza.

Quer saber mais sobre jogos corporativos e experiências gamificadas? Entre em contato com a Conquistar, uma empresa do Grupo Integração.